Mostrando postagens com marcador Destinos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Destinos. Mostrar todas as postagens

Falando nisso...


O Salar de Uyuni é famoso por ser considerado a maior planície salgada do mundo – são aproximadamente 12.000 km2 . “É tão grande, que com o reflexo do céu, fica difícil delimitar a linha do horizonte”, segundo conta a jornalista Alice Watson, em seu “O guia do mochileiro – um roteiro pela Bolívia e Peru –“. Fica localizado no sudoeste da Bolívia, no altiplano andino, a mais de 3.600m de altitude e ocupa territórios dos Departamentos de Potosí e Oruros.
Maior que o conhecido lago Titicaca, o Salar surgiu a milhares de anos. Um lago pré-histórico gigante chamado lago Michin secou, deixando, em seu lugar, os atuais lagos Poopó e Uru Uru e dois grandes desertos: o Coipasa, menor, e o maior, Uyuni.
Sobre o Salar de Uyuni, nos diz a Wikipedia:
- É composto por uma mistura de salmoura e barro lacustre;
- Estima-se que ele contenha 10 bilhões de toneladas de sal das quais menos de 25.000 são extraídas anualmente;
- É formado por aproximadamente 11 camadas com espessuras que variam entre 2 e 10 metros e a profundidade total é estimada em 120 metros;
- É uma das maiores reservas de lítio do mundo, além de conter grandes quantidades de potássio, boro e magnésio;
- A origem do sal provavelmente está relacionada com a imensa quantidade de vulcões no entorno do Salar, já que ele fica localizado em uma região de altiplano. A concentração do sal também se deve a aridez do local.
Ilha do Pescado, Uyuni
Os moradores da região têm como principal atividade a extração de sal e a exploração turística do deserto. As principais atrações, além da bela paisagem do próprio salar são o hotel de sal – desativado – e a Ilha do Pescado, com seus recifes e cactos de até dez metros de altura. Além disso, o visitante pode conhecer as lagoas de águas termais com gêiseres que exalam vapor na mesma temperatura da água, além de avistar lhamas e flamingos.
O tour completo começa em Uyuni e dura quatro dias, com direito a acampamento no meio do deserto.  Quem não estiver tão disposto assim a esse tipo de aventura, pode fazer o tour de um dia só. Nos dois casos, para chegar ao Salar, somente de carro 4x4.
Para saber mais, visite o site oficial do Salar:  http://uyuniland.com/
Os dados foram extraídos da página da Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salar_de_Uyuni

Família Arco-Íris



No começo desse ano, fiz uma viagem de barco de Santarém, no Pará até Manaus, No Amazonas, onde conheci uma menina muito legal dos Estados Unidos chamada Sarah. Como a viagem durou três dias inteiros e estávamos num mini-barco de dois andares, sem muito o que fazer, conversamos bastante. Foi ela que me falou sobre o “Rainbow Family”, um grande festival que reúne pessoas de culturas alternativas do mundo todo, em diversos lugares do globo.
Curiosa que sou, cheguei em casa e fui direto pro Google. Descobri o seguinte:
O Rainbow Gathering como é conhecido, existe há 39 anos e tem como objetivo reunir pessoas de diferentes culturas e pensamentos interessadas em uma nova vivência, completamente a parte da sociedade capitalista tradicional, “fora da Babilônia”, como definem os participantes.
Os encontros chegam a reunir cerca de 30.000 pessoas e predominam em sua filosofia, conceitos de paz, amor, harmonia e liberdade.
Li uma matéria da revista Trip que os definiam como os maiores encontros hippies do globo. Como não sou muito chegada à rótulos, discordo. Até porque, afinal , o que é ser hippie, hoje em dia? – A resposta para essa pergunta será encontrada em outro post, em breve -.
Mais do que um encontro hippie, prefiro defini-lo como uma reunião de pessoas com formas de pensar e agir alternativas, que incluem entre outras coisas, mochileiros do mundo inteiro e até crianças e cachorros.
São realizados em grandes campos abertos e pitorescos que podem variar da Nova Zelândia à Pensilvânia.

O Rainbow não é apenas um encontro. Existe uma cultura Rainbow que é aplicada durante o evento que dura 4 luas, aproximadamente um mês. 

Durante esse período, os participantes são convidados a deixar de lado certos hábitos da vida moderna, como por exemplo, a individualidade. Tudo é feito em grupo, inclusive a comida. São construídas cozinhas comunitárias, onde o principal tipo de alimento é o vegetariano. Embora, em alguns encontros, existam campos de carne. Outra característica é a quase ausência do dinheiro, como moeda de valor. Tudo funciona na base da troca, em grandes rodas onde você pode negociar com os outros “irmãos”, coisas das quais necessite. O único momento em que se vê dinheiro, é quando se passa o Chapéu Mágico, onde você pode, se quiser, depositar qualquer quantia que lhe convenha. Se não tiver nada, um beijo o um sorriso para o chapéu também valem. Outra forma de colaborar, é cozinhando ou construindo as estruturas do  festival como fogões de barro e banheiros secos.
Outras curiosidades: O Rainbow é uma espécie de anarquia organizada. Não há líderes definidos. E como um encontro de milhares de pessoas pode funcionar sem liderança? Você pode se perguntar.
Bem, existem reuniões, grandes círculos de fala, onde as pessoas discutem o que será feito e para dar sua opinião, você recebe o bastão da fala e depois o passa adiante. E há focalizadores, pessoas responsáveis por organizar as reuniões, mas que raramente intervêm no que está sendo discutido.
 Teoricamente, não é permitido álcool, drogas e cigarros industrializados durante os encontros, embora em alguns, existam A- Camps, ou seja, campos em que o uso de álcool é permitido.
Para se ter a permissão de realizar um evento como esse em lugares abertos, o uso de drogas é proibido, mas mesmo assim, a maconha é largamente utilizada e no último encontro na Nova Zelândia, muitas pessoas foram vistas usando LSD na virada do ano. De qualquer forma, o evento é absolutamente democrático e tudo o que é feito lá, parte de uma escolha absolutamente pessoal.
Pessoas mais velhas não são muito comuns, isto porque, a idéia é que você passe pelo festival, aprenda e depois de um tempo saia para por em prática os ensinamentos, seja fundando ou indo morar em comunidades alternativas, seja aplicando isso na sua rotina. É claro, que há os que passam a vida inteira indo de um Rainbow a outro sem nunca parar. Mas eles não são a maioria.
A higiene é outro ponto polêmico, pois muitos participante evitam banhos com o uso de sabonetes e shampoo, o que depois de quase um mês, pode ser um problema para os olfatos mais sensíveis.
De resto, o Rainbow proporciona às pessoas, momentos agradáveis com muita música, oficinas, yoga, reflexão, ensinamentos, conhecimento pessoal intenso e muitas descobertas, afinal não é todo dia que sem a oportunidade de se conviver com 30000 pessoas do mundo inteiro. Quem já foi, afirma que a experiência é única.

Para participar não precisa pagar entrada. Basta levar suas coisas dentro de uma mochila, uma barraca, comida para contribuir com a cozinha e coração e mentes abertos para novos aprendizados.
Como li no site do encontro, “traga coisas boas. Você ficará surpreso de que o que você realmente precisa é na verdade muito pouco. Traga amor, abraços e boas energias e o mais importante: traga você mesmo”.
Confesso que desde a conversa com a Sarah, fiquei morrendo de vontade de ir.  O próximo encontro mundial será na Argentina, entre os dias 4 de março e 3 de abril deste ano. O problema, é que assim como no ENCA – encontro parecido que ocorre no Brasil- é difícil achar informações com antecedência. E por isso, ninguém tem certeza, se o evento vai sem em Mendonza, Córdoba ou em outro lugar. Certeza mesmo, só o país.
 
Ficou interessado?  Procure Rainbow Gathering no Facebook ou acesse o site do evento. Como estou com problemas para colocar links no post, os endereços estão aí ao lado.